domingo, 15 de junho de 2025

HÉRNIAS DA PAREDE ABDOMINAL

As hérnias são das causas mais frequentes que motivam uma ida ao cirurgião.
Se o termo "hérnia" é conhecido praticamente por toda a gente, não serão todos os que realmente sabem realmente do que se trata.
Vou tentar dar-vos uma explicação simples e clara:
Imaginem um cartão ou uma tela em que contra uma das suas superfícies se enche um balão.
Se nessa tela se abrir um orifício com um tamanho considerável, a pressão que o balão exerce, faz com que parte dele saia através desse orifício, sendo essa protusão mais ou menos volumosa conforme o ar que se insufla no balão.
Basicamente é isso que acontece no nosso organismo quando surge uma hérnia.
Na parede abdominal existe uma "tela" de suporte  que se chama aponevrose.
Desde o nascimento e ao longo da vida que alguns pontos fracos dessa estrutura podem dar origem a orifícios por onde faz  protusão o "balão", que em vez de ar contém as vísceras do abdómen.
Um dos exemplos mais frequentes desses pontos fracos é o umbigo onde podem desenvolver-se as chamadas hérnias umbilicais, que muitas vezes são evidentes nas crianças.
Assim poderemos, com alguma facilidade, deduzir que o aparecimento das hérnias depende basicamente de dois factores: fragilidade da parede e aumento de pressão dentro do abdómen.
A fragilidade da parede pode ser devida a menor resistência dos tecidos que a compõem, mas também poderá resultar de cicatrizes adquiridas em cirurgias anteriores.
A maior pressão dentro do abdómen pode ser causada por inúmeros factores, tais como os grandes esforços, o aumento de gordura, a gravidez, e ainda doenças diversas que originam uma quantidade anormal de gás ou líquido intra abdominal
Para além da região umbilical, os locais onde mais frequentemente se observam hérnias abdominais são as regiões inguinais, (virilhas), e a linha média acima do umbigo que se chama linha branca.  As que resultam de incisões de operações anteriores denominam-se  incisionais.
As hérnias traduzem-se por abaulamentos bem circunscritos, de consistência geralmente mais mole que a parede abdominal, que aumentam com a posição de pé e com as manobras que aumentam a pressão dentro do abdómen, tal como a tosse ou as flexões. Reduzem ou desaparecem muitas vezes com a posição deitado ou exercendo pressão suave sobre ela.
Para além do aumento de volume gradual, com todo o incómodo daí resultante, as hérnias complicam-se com alguma frequência por aquilo que se conhece como estrangulamento e que consiste na impossibilidade de a hérnia se reduzir, podendo em casos mais graves provocar a gangrena dos orgãos que constituem o seu conteúdo e implicar a necessidade uma cirurgia urgente.
Para um correcto diagnóstico, sempre que se suspeita da existência de uma hérnia, deverá ser um médico a fazê-lo não só para determinar a certeza da sua existência mas também  porque poderá ser a expressão clínica de um problema mais grave.
O tratamento das hérnias passa sempre pela cirurgia.
É completamente errada a utilização de cintas e dispositivos que se aplicam contra o orifício herniário conhecidos por "fundas" no intuito de evitar o tratamento cirúrgico.
A cirurgia das hérnias tem vindo a ser cada vez menos traumática.
A abordagem minimamente invasiva é cada vez mais utilizada.
A laparoscopia e a cirurgia robótica são cada vez mais utilizadas para tratamento das hérnias, reduzindo significativamente a dor pós operatória, permitindo igualmente uma rápida recuperação.
Atualmente, sempre que possível, proponho aos meus doentes o tratamento menos invasivo.
Para mais informações, convido-vos a visitar a minha página:
https://www.eduardoxaviercirurgia.pt/





domingo, 18 de novembro de 2018

NÓDULOS DA PELE


Quem, nalguma altura da vida, não detectou já um nodulo nalguma parte do corpo?

Se na maioria dos casos são situações fugazes, tais como borbulhas ou furúnculos, que se resolvem muitas vezes por si só, outros há em que as dúvidas sobre a sua origem obrigam a uma avaliação médica ou até ao recurso a exames auxiliares de diagnóstico.

Um nódulo que ocasionalmente surge na nossa pele corresponde na maior parte das vezes  a uma situação benigna e pouco alarmante, mas pode ser também expressão de uma doença com mais gravidade. Quem não sabe, por exemplo, que a detecção de um nódulo mamário obriga ao despiste de um cancro da mama?

Em todas os casos em que haja persistência de sintomas  a intervenção de um profissional de saúde é essencial para esclarecer e tratar convenientemente.

Embora haja uma variedade considerável de situações clínicas que se manifestam como nódulos que se detectam na a pele, os quistos e os lipomas são as mais frequentes. Ambos são alterações benignas tratadas com uma pequena intervenção efectuada com anestesia local sem requerer internamento.

Numa próxima publicação falaremos um pouco mais sobre eles.

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SANGUE NAS FEZES

SANGUE NAS FEZES

O aparecimento de sangue nas fezes é um sinal que, com alguma frequência, motiva uma ida ao médico.

Se por um lado, para algumas pessoas constitui um sinal de alarme, para outras, principalmente naquelas em que o diagnóstico de hemorróidas foi já efectuado, torna-se um acontecimento comum e que muitas vezes não é valorizado.

A hemorragia ano-rectal pode ter muitas causas e deve ser sempre valorizada. Se na maioria das vezes tem a sua origem em doenças locais, que se podem tratar facilmente, noutros casos é um sinal de alarme de uma doença com maior gravidade.

Por tudo isto, perante a presença de perda de sangue através do anus, a  prudência obriga a que seja efectuada uma consulta especializada onde uma boa história clínica e um exame ano-rectal rigoroso, poderão muitas vezes, de imediato, diagnosticar a causa da hemorragia.

Para mais informações, convido-vos a visitar a minha página:
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terça-feira, 4 de setembro de 2018

CIRURGIA DAS HEMORRÓIDAS: UMA NOVA REALIDADE!
A doença hemorroidária é, em grande parte da população portuguesa, uma causa muito frequente de sofrimento, e incapacidade.
O simples incómodo, as hemorragias, que podem ser responsáveis por anemia, ou  ainda os frquentes episódios de dor por vezes insuportável, são apenas alguns dos sintomas que, muitas vezes, durante anos, reduzem a qualidade de vida de quem sofre desta doença.
Apesar disso, muitos doentes que tem hemorroidas preferem continuar a sofrer pelo receio da cirurgia.
De facto, o receio do temível período pós-operatório, com dores intensas, muitas limitações e lento retorno à vida normal, leva a que a doença se prolongue e os sintomas se mantenham ou se agravem ao longo de muito tempo.
Estes receios são, hoje em dia, ainda perfeitamente justificados já que, em muitos hospitais, a cirurgia para o tratamento da doença hemorroidária se rege ainda por técnicas clássicas utilizadas desde há muitas e muitas décadas.
No entanto, através da utilização do laser, é hoje perfeitamente possível operar as hemorróidas de forma eficaz com uma técnica pouco invasiva em que a dor é quase inexistente e a recuperação após a cirurgia se faz em pouco tempo.
Sinto-me muito orgulhoso de ser um dos cirurgiões com mais experiência nesta técnica em Portugal, podendo oferecer aos meus doentes a possibilidade de tratar eficazmente as hemorróidas sem dores, sem complicações, com uma rápida convalescença!
Como sempre, podem contar comigo!

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgrRwyqJ1wfXwWp9yk1kUKe-mCrQb1jjuKyV-dVF5p8QWwFrHFiHlBNyMRrMzPD8MWXW-wGCYTdJEPd0Li2QGkTLT4uFeUr3mRtIM6L-wZXE2Od9ic2qlw36dR7r8VKxuUm0WXV6NRJ6lK5/s1600/eu.pngTRATAMENTO MINIMAMENTE INVASIVO EM PROCTOLOGIA

As doenças da região anal tais como hemorróidas, fístula ou ainda quisto pilonidal, (geralmente conhecido como quisto dermóide), tem em comum o incómodo que provocam e a franca diminuição de qualidade de vida de quem delas sofre.
Para além disso, o tratamento cirúrgico clássico destas doenças está tradicionalmente associado a um pós operatório muito doloroso, uma recuperação longa e difícil e ainda, nalguns casos, à possibilidade de incontinência anal.
Tudo isto leva a que muitos doentes não queiram ser operados e sofram durante anos com os sintomas e complicações provocados pela sua doença.
Uma nova técnica cirúrgica mini-invasiva com tecnologia laser vem agora possibilitar uma viragem radical no pós operatório de algumas doenças proctológicas.
Para além dos bons resultados obtidos no tratamento da doença hemorroidária, da fístula anal e do quisto pilonidal, é de salientar a quase ausência de dor no pós operatório, assim como a possibilidade de uma rápida recuperação e um precoce regresso à vida ativa.
Sou um dos poucos cirurgiões em Portugal a praticar esta técnica recente, infelizmente ainda pouco difundida, sendo no entanto a minha experiência suficiente para considerá-la promissora e de primeira linha, convicção aliás corroborada pela casuística internacional publicada já em diversos artigos científicos.
Sinto-me particularmente privilegiado por oferecer aos meus doentes a possibilidade de serem tratados por uma técnica eficaz, como uma baixíssima taxa de complicações, praticamente indolor e com uma óptima recuperação.

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domingo, 15 de maio de 2016

DOENÇAS  DA VESÍCULA BILIAR

A vesícula, é um orgão que faz parte do aparelho digestivo e tem como função armazenar a bílis e regular o seu fluxo para o intestino.
Ao contrário do que se possa pensar, a bílis não é produzida na vesícula mas sim nas células do fígado.
É depois conduzida por uma rede de pequenos canais que, cada vez mais largos que se juntam para formar o canal hepático direito e o esquerdo, que por sua vez se unem num canal hepático comum.
Aqui a bílis inicia o seu trajecto fora do fígado com destino ao duodeno, zona inicial do intestino delgado, onde vai exercer a sua função que consiste em possibilitar a
absorção das gorduras ingeridas.
Desse canal comum, forma-se um outro, chamado de canal cístico que termina na vesícula. Para melhor compreensão, reparem na imagem.
O último segmento da via biliar, chamado canal colédoco, termina num orificio chamado papila.
No intervalo entre as refeições, a vesícula enche-se de bílis e, graças á sua contração, este líquido é esvaziado durante as refeições indo assim cumprir o seu papel na digestão dos alimentos.
A vesícula pode ser sede de várias doenças, sendo a mais comum a que se denomina por litíase, que significa a formação de cálculos, (pedras), no seu interior.
As causas desta doença são variadas e dependendo dessa mesma causa o tipo de cálculos poderá variar.
A existência de cálculos pode, por sua vez,  motivar outras doenças como a infeção da vesícula, obstrução da circulação da bílis, inflamações agudas do pancreas ou mesmo o aparecimento de tumores da vesícula biliar.
O tratamento passa sempre pela cirurgia e não existem medicamentos que façam desaparecer os cálculos.
No próximo artigo falaremos sobre a cirurgia para tratamento das doenças da vesícula.

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

QUISTOS E LIPOMAS


Já foi referido na publicação anterior que a grande maioria dos nódulos na pele é constituída por dois tipos de lesões benignas: os quistos  e os lipomas.
Ambos  se podem confundir pelo seu aspeto  mas a sua origem, a sua composição e  comportamento clínico são diferentes.
Os quistos, normalmente  conhecidos como sebáceos, surgem em varias partes do corpo  sendo muito frequentes  no couro cabeludo.
Podem ser únicos ou múltiplos.

São constituídos por uma membrana, (cápsula), que envolve um conteúdo constituído por restos de células ou sebo.
Medindo geralmente alguns milímetros podem no entanto atingir dimensões maiores,   até aos cinco ou seis centímetros.
Não possuem qualquer gravidade e têm como principal complicação a infecção que frequentemente evolui para abcesso.
Nestes casos é necessária terapêutica com antibiótico e, com muita frequência, a drenagem cirúrgica.
Normalmente, por razões estéticas e pela frequência de infecção, a sua remoção está indicada.
A cirurgia geralmente é efectuada sob anestesia local e não necessita de internamento.
Os lipomas são tumores benignos constituídos por adipócitos, nome dado às células que constituem o tecido adiposo ou gordo.
Podem ser únicos ou existir em número infindável por todo o corpo.

De alguns milímetros, as suas dimensões podem atingir quinze ou mais centímetros estendendo-se por vezes a camadas mais profundas abaixo da pele.
A indicação para a sua remoção, através de cirurgia, tem a ver com as dimensões, com o incómodo que podem provocar, e com a eventual perturbação nos movimentos quando localizados perto de articulações.
A cirurgia pode muitas vezes ser efectuada com anestesia local mas, dependendo da profundidade, das dimensões e da localização, poderá ser necessária anestesia geral.
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